Júlio diz que decisão de Lula em aumentar reservas indígenas em MT é demagogia para "gringo ver"
Um dos exemplos citados pelo parlamentar é a ampliação da Terra Indígena Manoki
O deputado estadual Júlio Campos (União) criticou fortemente a homologação do presidente Luiz Inácio lula da Silva (PT) que cria a demarcação administrativa de três terras indígenas em Mato Grosso: a Terra Indígena Estação Parecis, em Diamantino, a Terra Indígena Manoki, em Brasnorte, e a Terra Indígena Uirapuru, localizada nos municípios de Campos de Júlio, Nova Lacerda e Conquista D'Oeste.
Para o parlamentar, a medida não atende às necessidades reais das comunidades indígenas e representa, segundo ele, um equívoco político com impactos diretos no estado.
Júlio afirma que o governo federal ignora as demandas atuais das populações indígenas, que, de acordo com ele, buscam meios para produzir e se sustentar, e não a ampliação de territórios.
"Ainda ontem eu li o editorial do jornal Estado de São Paulo dizendo que os índios e os quilombolas estão abandonando as suas terras por não ter como trabalhar e por não ter como viver. Estão passando necessidade, passando fome, e, no entanto, o governo quer apropriar a reserva", declarou.
O deputado relatou ter recebido recentemente lideranças de diversas etnias em seu gabinete. Segundo ele, essas comunidades pedem infraestrutura e apoio técnico para desenvolver atividades produtivas.
"O índio não quer mais terra, o índio quer assistência técnica. Eu recebi há poucos dias no meu gabinete lideranças indígenas que querem trator, querem equipamentos para a agricultura familiar, querem assistência técnica e financiamento", disse.
Ele ressaltou ainda o avanço educacional entre jovens indígenas.
"Hoje nós temos vários índios preparados, formados técnicos agrícolas, formados engenheiros agrônomos, veterinários, eles não querem isso", completou.
O deputado classificou o decreto presidencial como uma decisão tomada com viés político e impacto negativo para Mato Grosso.
"Lamentavelmente, o governo Lula, numa demagogia brutal, cometeu mais um crime com Mato Grosso, que é ampliar três reservas indígenas aqui no Estado", afirmou.
Um dos exemplos citados pelo parlamentar é a ampliação da Terra Indígena Manoki.
"Por exemplo, ampliou-se a reserva do Mankovi: 250 mil hectares a mais para uma população indígena de 503 índios. Isso é demagogia perante política internacional, dizendo que ele está ampliando mais reservas", criticou.
Ele também mencionou outras duas áreas, que, segundo ele, foram expandidas sem necessidade.
Para defender sua posição, Júlio Campos citou o caso dos indígenas da região de Campo Novo do Parecis, conhecidos pela forte produção agrícola e iniciativas de ecoturismo.
"Os índios ali de Campo do Parecis hoje produzem, têm ecoturismo na sua área, têm hospedagem, andam de caminhonete nova, celular no ouvido, os filhos estudando fora, fazendo faculdade, falando até duas ou três línguas estrangeiras. Isso que nós queremos", disse.
O parlamentar encerrou reforçando sua crítica às motivações do governo federal.
"O índio não quer essa demagogia do PT, do presidente Lula, para agradar às ONGs internacionais. Criar e ampliar reservas para poucos índios não resolve nada."
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PIB:Oeste do Mato Grosso
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